O consumidor português não notará diferenças. Em rigor não se trata da entrada da Amazon no mercado de consumo em Portugal com uma Amazon.pt, mas antes uma oferta dirigida às pequenas e médias empresas (PMEs) portuguesas que anteriormente tinham de se inscrever num dos cinco sítios anteriormente mencionados e, desta forma, passam agora a dispor de uma plataforma em português para alojar as suas ofertas.
Amazon lança primeiro site em português para atrair PME nacionais https://t.co/C98rgsCccU
— Vasco Eiriz (@VascoEiriz) November 30, 2016
O movimento é em si significativo porque é o reconhecimento por parte do gigante norte-americano que existe em Portugal um potencial de fornecimento para os grandes mercados de consumo em que ele está presente. Tanto assim é que, de acordo com o Público, existem neste momento 1000 PMEs portuguesas que comercializam os seus produtos através da Amazon. O número em termos absolutos vale por ser redondo, não mais do que isso. Contudo, esse valor significa que Portugal é, nas contas da Amazon, o segundo país da União Europeia com mais PMEs por cada 100 habitantes, um indicador deveras interessante que faz com que o país seja, depois da Polónia e Holanda, países bem maiores, o terceiro a ter esta oferta para as suas PMEs.
Entre as categorias de produtos com mais potencial na oferta das PMEs portuguesas, a Amazon identifica, para além de alguma eletrónica de consumo, o têxtil, vestuário e alimentar. Embora se desconheçam os detalhes da oferta de serviços proporcionadas pela Amazon às PMEs, de acordo com o Público, a comissão mínima de intermediação cobrada pelo retalhista é de 15 por cento sobre o valor de venda. - 30|11|2016